Eurípedes Waldick Soriano nasceu em Brejinho das Ametistas, Distrito de Caetité, interior da Bahia, no dia 13 de maio de 1933, filho de Manoel Sebastião Soriano e Eudóxia Garcia Evangelista. Aos 5 anos de idade separou-se de sua mãe e cresceu junto a seu pai. Foi lavrador, peão, motorista de caminhão e garimpeiro de ametista até os 25 anos. Enquanto trabalhava no garimpo, lia a Bíblia e um dicionário da língua portuguesa. Sua mãe era uma grande musicista e seu pai fora clarinetista da banda de música local, vindo daí, talvez, o seu gosto pela música quando aprendeu a tocar a sanfoninha de oito baixos. Com o decorrer dos anos aprendeu a tocar violão que transformou-se no inseparável companheiro das noites de serenatas e de composições.
Em 1959 rumou para Belo Horizonte e de lá, foi para São Paulo, onde foi procurar ingressar na vida artistica. Enquanto procurava uma oportunidade, trabalhou como faxineiro, servente de pedreiro e engraxate. Primeiro bateu às portas da Rádio Record, depois na Rádio Piratini e em seguida na Rádio Nacional, onde encontrou Hélio de Araújo que, ao ouvir “Hoje que a noite está calma/ e que a minha alma esperava por ti/ apareceste afinal/ torturando este ser que te adora,/volta…”, o apresentou ao diretor da gravadora Chantecler, que o contratou imediatamente. Logo que gravou os primeiros discos, teve seu nome modificado, tirando o c e ficando apenas Waldik. Com o sucesso passou a se apresentar em todo o Nordeste brasileiro. De Manaus a Recife, sempre acompanhado de um violão, alugava as salas de cinema e se apresentava, sem microfone ou acompanhamentos. Em Belém do Pará conheceu uma baiana – Maria José, conhecida como Zelita – que trabalhava numa boate – era prostituta – e apaixonados, atendendo o apelo da família, casaram-se. Depois de dois meses e cinco dias, após uma operação no esôfago, faleceu. Segundo ele, foi a mulher que mais amou. Foi casado com Walda Soriano, Ester Soriano e Marinês Medrado. Teve 9 filhos: Walmick, Waldemar, Waldick Júnior, Hilda, Walkíria, Walkida, Juliana, Waléria – falecida em um acidente – e adotou uma: Oneida. Morou em São Paulo e muito tempo na Ilha do Governador no Rio de Janeiro, em Terezina, no Piauí e em Recife, Pernambuco. Fez shows em todo o Nordeste e em algumas cidades do Sul e Sudeste, sendo muito bem recebido e aplaudido também no Norte e no Centro Oeste brasileiro. Segundo ele mesmo, o segredo do seu sucesso “é que cantava as dores e alegrias do povo simples”. No início de 2008, mudou-se de Fortaleza para o Rio de Janeiro, onde veio a falecer no dia 04 de setembro do mesmo ano, em função de um câncer de próstata.